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Depois da Final da Copa do Mundo na Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin vão se encontrar novamente, desta vez na Finlândia


Durante a visita a Moscou, John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, discutiu os detalhes do terceiro encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin. As negociações serão realizadas em 16 de julho, em Helsinque. Não obstante, os países ocidentais parecem ter ficado preocupados com o encontro.
Durante a conferência de imprensa realizada em Moscou, o jornalista da CNN perguntou imediatamente "com que base" a Casa Branca considerou o encontro apropriado, já que a "Rússia não mudou seu comportamento em nenhum dos pontos pelos quais foi submetida a sanções".
"O presidente Trump e o presidente Putin acreditam que é necessário debater e realizar discussões sobre os problemas comuns e identificar áreas de cooperação, porque as relações bilaterais entre a Rússia e os Estados Unidos influenciam a estabilidade de todo o mundo", respondeu Bolton.
O presidente norte-americano participará da próxima cúpula da OTAN marcada para 11 e 12 de julho, e em 13 de julho ele visitará Londres. Depois disso, Trump se reunirá com o presidente russo em Helsinque. A Grã-Bretanha espera por esse encontro com grande preocupação, informou a agência norte-americana Bloomberg citando um ministro do gabinete britânico.
O interlocutor explicou que se, em Singapura, Trump prometeu a Kim Jong-un suspender os exercícios conjuntos com a Coreia do Sul perto das fronteiras da Coreia do Norte, então ele poderá propor a Putin um plano de redução da presença militar perto das fronteiras orientais da União Europeia. Depois de os políticos britânicos terem acusado abertamente Moscou de envenenar os Skripal, Londres não está muito disposta a ficar a sós com a Rússia.
Os mesmos temores também foram compartilhados pelos interlocutores da revista The Times. Segundo eles, Washington é capaz, em resultado das negociações, de abandonar os exercícios conjuntos da OTAN na Noruega ou até mesmo de reconhecer a Crimeia como parte da Rússia.
Para Fyodor Lukyanov, presidente da mesa do Conselho para Política Externa e de Defesa, estes são cenários absolutamente fantasiosos. Segundo ele, Trump não tem nenhum motivo para retirar as tropas da OTAN das fronteiras orientais. Além disso, a retirada das tropas e a suspensão dos exercícios perto da península coreana ainda não significam nada. Trump é conhecido como um adepto de transações e não de acordos.
"Hoje o Ocidente vive em um mundo ilusório que surgiu devido à luta interna dos grupos dominantes. Uma destas ilusões é de que Trump gosta de Putin e, se o deixarem, eles podem acordar algo que venha a causar danos para todos os aliados, destruir a democracia, os valores ocidentais. A 'conexão com Moscou' é usada como uma ferramenta contra Trump e eles mesmos estão começando a acreditar nisso", disse Lukyanov.
Por sua vez, para o analista norte-americano Richard Weitz, o presidente Trump está com as mãos atadas em relação a Moscou e o Congresso não permitirá que ele dê certos passos, especialmente quanto às sanções. Além disso, os aliados dos EUA impedirão a intenção de Trump de reabrir as portas do G8 à Rússia.
No entanto, Washington não visa alcançar obrigatoriamente quaisquer acordos. Segundo Bolton, "o fato do encontro em si já é muito importante".

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